Sophia, a sabedoria, ao contemplar Pleroma, o Eterno Pai Cósmico Comum, desejou chegar até a região da Grande Luz. Parou de realizar os mistérios do lugar em que vivia e entoou hinos de louvor para a Luz das alturas que tinha acabado de ver. Isto provocou uma revolta nas diversas regiões do universo. Então ela abandonou a região onde estava e baixou até o caos. Naquele instante, os poderes do abismo a devoraram, tirando-lhe a própria luz. E assim aprisionada pela materialidade do caos Sophia sofre intensamente, arrependendo-se, pedindo à Grande Luz pela sua salvação...

  O Mito Gnóstico da Queda de Sophia é uma alegoria do terrível dilema da alma humana. A queda é o fundamento da Teologia de todas as nações antigas, o impulso até a Unidade da Vida Livre em seu movimento pode desviar-se para o Eu e, na separação, urdir todo um mundo de amarguras; porém, os esplendores do Ser destroem radicalmente a ilusão. Sophia acha-se latente dentro de cada um de nós.  Sem a Graça Divina, sem o auxílio do sublime Hálito Sagrado, a auto-gnose, ou o conhecimento de si mesmo, seria algo mais que impossível.

GNOSIS ou gnose é uma função bastante natural da consciência; uma Philosophia Perennis et Universalis. É o conhecimento iluminado dos Mistérios Divinos, é esoterismo autêntico, desenvolvendo-se de instante a instante, com vivências místicas muito particulares. O correlato desse conhecimento é a intimidade infinita da pessoa, ou seja, o Ser. Só o Ser pode conhecer-se a si mesmo. Alcançar o Autoconhecimento  é identificar-se com o seu próprio Ser Divino.

A revelação gnóstica é sempre imediata, direta, intuitiva; exclui as operações intelectuais de tipo subjetivo, nada tem a ver com a experiência ou reunião de dados sensoriais.

Os códices mexicanos, papiros egípcios, tijolos assírios, rolos do Mar Morto, assim como certos templos antiquíssimos, monólitos, pirâmides, sepulcros milenares, etc., oferecem em sua profundidade simbólica um sentido gnóstico que escapa à interpretação literal, o sentido verdadeiro do ensinamento gnóstico transcende às barreiras intelectuais, geográficas, culturais e sociais e só poderá ser vivenciado na vida prática.

O caminho gnóstico não está no passado, nem em um futuro improvável, para trilhar a senda da Autorrealização Intima do Ser não necessitamos de isolamento do mundo, o caminho da iniciação está desvelado. O V. M. Samael Aun Weor exorta-nos a vivê-lo intensamente dentro de nossa própria vida pessoal, na intimidade do lar, sob o doce abrigo de nossa casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

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