Curso Esotérico de MAGIA das RUNAS - DIGITAL SIMPLIFICADO

Samael Aun Weor 48 diante das coisas do mistério. “Abre-te Sésamo!”, foi a minha exclamação, e a pedra se abriu para que eu entrasse. E quando alguns intrusos quiseram fazer o mesmo, tive que empunhar a espada flamígera e gritar com todas as forças da minha alma: “Para trás os profanos e os profanadores! ”. Havia penetrado no Grande Templo da Via Láctea, o Santuário central dessa gigantesca galáxia, a Igreja transcendida. Neste venerável lugar reina o terror de amor e lei. Diante da ara sagrada deste templo terrivelmente divino, somente podem se prosternar os deuses siderais. Feliz, avancei até o local das prostrações e das adorações. Aqui e ali, por todos os lugares benditos do templo, iam e vinham multidões de homens humildes e simples, que mais pareciam submissos e obedientes camponeses. Estes eram os boddhisattvas dos deuses, homens no sentidomais completo da palavra, criaturas que gozam do conhecimento objetivo, cem por cento autoconscientes. Fora de toda dúvida, pude evidenciar até a saciedade que já não existia nestas criaturas humanas nada que se pudesse chamar de “Eu”, “mim mesmo”, “si mesmo”; realmente, estes homens estão bem mortos. Não vi neles o desejo de sobressair, de subir e chegar ao topo da escada, de se fazer sentir etc. A estas criaturas, não lhes interessa existir, querem apenas a morte absoluta, perderem-se no Ser, e isso é tudo. Como me sentia feliz! Avançando pelo centro do templo, em direção à Ara Sacra, caminhava certamente altivo, enérgico e com passo triunfal. De repente, um desses humildes “trabalhadores da pá e da enxada” interrompe o meu caminho; por um momento, quis seguir adiante, altaneiro, arrogante, desdenhoso. Mas, ó, meu Deus! Um raio intuitivo me fulminou mortalmente e então recordei, vivamente, que outrora, em um passado remoto, havia cometido o mesmo erro na presença deste pobre

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