Curso Esotérico de MAGIA das RUNAS - DIGITAL SIMPLIFICADO

Curso de Esotérico de Magia das Runas 139 Não tardou em se tornar viúva, a pobre, e como resultado do seu amor, é claro, restou um filho. E se tivesse querido regressar ao seio da família? Entretanto, não era possível, ela conhecia demasiado a língua viperina das elegantes damas, os seus fastidiosos contrapontos, as suas repulsas... e preferiu a vida independente. Eu ajudei a viúva? Seria absurdo negá-lo. Tive piedade de meu sobrinho? Isso foi verdade. Infelizmente, há vezes em que a pessoa, para não faltar com a piedade, pode se tornar desapiedada. Esse foi o meu caso. Compadecido com o menino, o internei em um colégio (com a desculpa de que receberia uma robusta, firme e vigorosa educação), semme importar um pingo com os sentimentos de sua mãe, e até cometi o erro de proibir a sofrida mulher de visitar seu filho. Pensava que assim o meu sobrinho não sofreria prejuízos de nenhuma espécie e poderia ser alguém mais tarde, chegar a ser um grande senhor etc. O caminho que conduz ao abismo está cheio de boas intenções, não é verdade? Assim é. Quantas vezes, querendo fazer o bem, se faz o mal! Minhas intenções eram boas, mas o procedimento, equivocado; contudo, eu acreditava firmemente que estava fazendo a coisa certa. Minha irmã sofria demasiado pela ausência de seu filho, não podia vê-lo no colégio, estava proibida. É bem claro que houve, de minha parte, amor para com o meu sobrinho e crueldade para com a minha irmã; contudo, eu acreditava que ajudando o filho ajudava também a sua mãe. Felizmente, dentro de cada um de nós, nessas regiões mais íntimas onde falta amor, surge por encanto o policial do karma , o Kaom . Não é possível fugir dos agentes do karma , dentro de cada um de nós está a polícia que inevitavelmente nos conduz ante os tribunais.

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