Curso Esotérico de MAGIA das RUNAS - DIGITAL SIMPLIFICADO

Curso de Esotérico de Magia das Runas 169 E agora, se queres saber como sairás vencedor sobre os inimigos que te ameaçam, escuta-me: entre os povos itálicos, nem todos estão dispostos a apoiar Turno. Há perto das minhas nascentes uma cidade governada pelo rei Evandro, que costuma estar sempre em guerra com a nação latina; esse monarca será teu aliado. Para chegar até ele, enfrentarás minha correnteza, rio acima, em uma embarcação na qual levarás armas e companheiros escolhidos. Como sinal de conhecimento, eu apaziguarei minhas ondas quando vós embarcardes, para que não tenhais que remar contra a corrente. E quando, com esta ajuda e muitas outras, tiveres vencido teus inimigos, então terás tempo para render a mim todas as homenagens que me deves. Dito isso, o ancião do Tibre voltou à sua origem e submergiu nas profundas águas. Conta Virgílio, o poeta de Mântua, que certamente ao desvane- cer a visão do Tibre, Eneias despertou, pôs-se de pé e, depois de esfregar os olhos, correu pelos arredores para ver se desco- bria os sinais que o sublime ancião havia falado. Com efeito, não demorou a avistar a porca branca com seus trinta leitões. Resta dizer que as predições do deus Tibre, deva elemental do sagrado rio itálico, cumpriram-se totalmente. Esses eram os tempos em que a nossa raça Ária ainda não havia entrado no ciclo involutivo descendente; a mente humana ainda não havia sido envenenada pelo ceticismo materialista do século XVIII. As pessoas de então tinham fé em suas visões e rendiam culto aos deuses elementais da natureza. Que existem terras jinas, paraísos onde convivem o lobo e o cordeiro, os homens e os deuses, isso é óbvio! Recordemos do monge Barinto, que depois de navegar algum tempo, já de regresso à sua pátria, disse a Brandão que mais além do Monte de Pedra estava a Ilha das Delícias, para onde havia se retirado seu discípulo Mernoc, com muitos religiosos da sua ordem; e que mais longe ainda, para o ocidente,

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