Curso Esotérico de MAGIA das RUNAS - DIGITAL SIMPLIFICADO
Samael Aun Weor 184 Recordo agora algo muito interessante. Sentado à beira do ca- minho, fora daquela curiosa velharia, vi algumas insignifican- tes formigas que, trabalhadeiras e diligentes, circulavam por toda parte. De imediato, resolvi pôr minha mente em ordem e concentrar a atenção em uma delas. Depois passei à meditação e, por último, sobreveio o êxtase, o samadhi , isso que no budismo zen se denomina satori . O que experimentei foi extraordinário, maravilhoso, formidável: pude verificar a íntima relação existente entre a formiga e isso que Leibnitz chamaria de mônada. Resulta óbvio compreender de forma íntegra que tal mônada diretriz não está certamente encarnada, metida no corpo da formiga; é claro que vive fora do seu corpo físico, entretanto está conectada ao seu veículo denso por meio do cordão de prata. Tal cordão é o fio da vida, o antahkarana séptuplo dos indostânicos, algo magnético e sutil que tem o poder de se estender ou se alongar infinitamente. Aquela mônada da insignificante formiga por mim observada tão detidamente parecia, na verdade, uma formosa menina de doze anos; vestia uma bela túnica branca e levava sobre os ombros uma pequena capa de cor azul escuro. Muito se falou de Margarida Gautier, mas essa menina era muito mais inefável e bela: olhos de evocadora beleza e gestual de profetisa; nela há a sagrada frequência do altar, seu riso inocente é como o da Monalisa, com lábios que ninguém, nos céus nem na terra, se atreveria a beijar. E o que disse a menina? Coisas terríveis! Falou-me de seu karma , horrível, por certo. Conversamos detidamente dentro do automóvel; ela mesma entrou nele e, sentando-se, me convidou a conversar. Eu me sentei humildemente a seu lado.
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