Revista Maitreya 049

28 28 mas preciosas das virtudes. (...) Evidentemente, somos todos filhos do dragão, de satã, do diabo, das trevas; se alguém quiser tornar-se filho de Deus, deverá vencer o dra- gão, o tentador, o escamoso. Ter-nos-emos en- tão transformado em filhos de Deus, em Dra- gões de Sabedoria. ” Na sequência, o pássaro lhe revela os poderes do anel e do elmo mágico. Também fica sabendo so- bre as intenções do anão. Mime reaparece, e Siegfried reclama que ainda não havia aprendido o significado do medo. Mi- me então oferece a bebida envenenada, mas Sieg- fried consegue ler os pensamentos de cobiça, ódio e assassinato na mente do velho nibelungo. Ele então mata o nibelungo com um golpe de es- pada e atira o corpo de Mime na caverna de Fafner, junto com o cadáver do próprio dragão. Dessa forma, o herói entra no círculo da maldi- ção do anel. Siegfried lamentava sua solidão, então o pássaro começa uma canção sobre a história de uma mu- lher dormindo em uma rocha rodeada por um fo- go mágico e que o herói que a salvasse se torna- ria seu noivo. Imaginando que finalmente pode- ria entender o significado do medo, Siegfried parte para a montanha, guiado pelo pássaro. Leitmotif do pássaro III: https://www.youtube.com/watch? v=zAwxwTxHfgo&list=PL66781E476D3C88A 1&index=79 No terceiro ato acontece o encontro entre Sieg- fried e a Walquíria Brünnhilde: Na floresta, Siegfried, guiado pelo pássaro, segue sua busca pela mulher adormecida na rocha, po- rém Wotan, sempre disfarçado de andarilho, tenta impedir sua chegada ao local. Os dois lutam, e Siegfried despedaça a lança de Wotan com a es- pada. Siegfried não suspeitava que aquelas armas já se haviam enfrentado antes e que tal lança era a mesma que partira a espada de Siegmund, seu pai, provocando-lhe a morte, durante o duelo com Hunding. Vencido mais este obstáculo, guiado sempre pelo conselho da ave e entoando seu grito de triunfo “ Ho-oh! Ho-oh! Ha-hei! Há- hei! ”, o herói chega, enfim, ao objeto de seu eterno amor: a Walkiria Brünnhilde... Diz o escritor Roso de Luna: “ nem os poemas indostânicos análogos, alusivos ao encontro sublime, podem nos dar a imagem fiel daquela cena da Redenção pelo Amor, ignorantes como ainda estamos a respeito da beleza dos versos escritos em sânscrito, que é forma, nota, cor e harmonia nos mantras védicos. ” No capítulo XXXII de “ As Três Montanhas ”, é possível ler uma passagem em que o V. M. Sama- el, tal como Siegfried, encontra-se com a sua Walkiria: A eterna Dama, a alma espírito (Buddhi), exi- ge sempre de seu cavalheiro (a alma humana, Manas Superior) todo gênero de inauditos sa- crifícios e prodígios de valor... Em uma noite de indiscutíveis delícias, tive a felicidade de encontrar a minha bem-amada na paragem secreta da Segunda Montanha... Pelo caminho solitário avançava lentamente a carruagem da minha prometida... A carruagem triunfal de minha adorada se de- tém diante de um castelo de mármore reluzen- te, onde a riqueza e o esplendor do Oriente abrilhantam os muros e adornos... O esplêndido veículo estaciona diante das por- tas de bronze resplandecente, que assustam com tanta majestade... Alguém faz um sinal, e eu obedeço; avanço até a carruagem do amor e vejo, através dos vi- dros, a felicidade da minha Walkiria (Buddhi). Adornada com o vestido nupcial, o traje de bo- das da alma, minha prometida chegou em sua resplandecente carruagem para as núpcias... “ SIEGFRIED ”

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